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TEATRO: Uma Flor Silverana
Silvero Pereira (foto ao lado) tem 26 anos de vida, 12 de teatro e há seis percorre o Ceará com o monólogo ‘Uma Flor de Dama’. O ator está entre os de mais sucesso no panorama artístico do Estado.
Inspirado no conto “Dama da Noite” de Caio Fernando de Abreu, o monologo que aborda a temática travesti que raramente é falada nos palcos cearenses.
“Ao ler o conto, percebi na forma que Caio escreve, apesar de ser um conto, a sua forma de escrever parece feita para teatro, parece uma dramaturgia”, afirma Silvero.
A primeira apresentação de “Uma Flor de Dama” foi em março de 2002 e oito anos depois Gisele Almodóvar, personagem de Silvero na peça, já contabiliza um total de 288 apresentações no monólogo.
Para a construção de sua personagem, Silvero, além de se apropriar das histórias de travestis conhecidas, também foi um quando em experimentação se travestiu e foi para as ruas conhecer de perto esse mundo da noite e do erotismo. Conhecendo o que elas têm a dizer de passado e presente de sofrimento e vida quando não estão fazendo esses papéis.
“Eu me vi com a necessidade de me travesti, sair com elas travestido para sentir na pele como era, pra ver como é que as pessoas reagem. Agora era diferente o ângulo, não era eu observando com elas reagem com os travestis, mas como elas reagem comigo sendo travesti e isso foi primordial para a construção do personagem”.
O monologo é apresentado como se a personagem estivesse num bar dialogando com um garoto o qual escuta seus desabafos e que parece realmente existir e estar lá, só que invisível contracenando com Silvero, debatendo temáticas diversas como religião, morte, pedofília, abuso, preconceito, família, AIDS, sorte, amor...
A peça, desde seu inicio, não só se apresentou só em teatros, mas também em bares e até mesmo na rua. Atualmente o formato intitulado por “Cabaré da Dama” se caracteriza por durante duas horas seguidas ocorrerem apresentações de performances travesti, brincadeiras e concursos onde ao final o monologo é apresentado.
Essa relação travesti, noite, erotismo, preconceito e sociedade é metaforizada nas falas de espetáculo onde o travesti compara o que é ditado como normal pela sociedade como sendo uma roda gigante que gira excluindo o que é considerado feio e anormal por essa sociedade.
“Como se eu não tivesse por fora desse movimento da vida, que vai rodando, girando, feito roda gigante com todo mundo dentro menos eu. Eu sempre fico de fora, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam assim quando giram nessa roda gigante. Você tem que ter uma senha, um passe, um código, aí o cara deixa você entrar, sentar e rodar na roda como todo mundo, menos eu, eu sempre fico de fora, parada, babaca, pateta, ridícula, com a cara cheia, louca de vontade de tá lá rodando com todo mundo naquela roda idiota ... A roda faz isso com que tá fora dela”.
Com uma linguagem popular, a montagem levanta questionamentos e reflexões para a sociedade contemporânea injusta e mostra argumentações convincentes, no próprio texto da peça, que mudam a forma de pensar de quem assiste ao monólogo que é interativo, engraçado, trágico com um final admirável e história comovente onde Silvero, em seu personagem, expõe os medos, aflições, pensamentos, desejos, anseios de um travesti que tem em comum com travestis da vida real, o sofrimento e a exclusão social
E sempre ao final , O Ator-diretor explica que o espetáculo não é uma defesa da temática travesti, mas sim uma defesa da aceitação por parte da sociedade diante das escolhas alheias, seja religiosa, sexual, time de futebol ou “diabo a quatro”, como diria Almodóvar.
Mas mesmo com a dificuldade de atrair público ao Teatro que não é algo disseminado na sociedade como cultural, assim como é hoje em dia a Televisão, esse tempo todo em cartaz não ensinou a Silvero somente a conhecer e aprender com a arte teatral, mas também sobreviver dela.
É o que reafirma Izabel Gurgel, atual diretora do Theatro José de Alencar quando diz que “Silvero participa dessa nova geração da produção da cena cearense de um modo muito vigoroso, de um modo muito especial, ele é um trabalhador da cultura na melhor acepção da expressão. Por quê? Por que ele tem muito claro na vida dele, no desempenho dele como artista de que ele é um trabalhador e que ele precisa viver do trabalho que ele realiza”.
Por Rogério Maia
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ENGENHARIA ERÓTICA - FÁBRICA DE TRAVESTIS volta aos palcos de Fortaleza no próximo dia 09 de Dezembro dentro do Festival Parque de Teatro - 10 anos de Ação Social e Cultural (Mostra Repertório). É a oportunidade de curtir os espetáculo do GRUPO PARQUE DE TEATRO gratuitamente a começar por UMA FLOR DE DAMA no dia 07. Todos os espetáculos são às 20h no teatro SESC Iracema. A mostra também conta com o Grupo convidado TEATRO EM PELÍCULA que apresenta dois trabalhos (O ADORÁVEL e QUANDO AS GALINHAS GEMEM)
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Neste dia 08 de Outubro às 22h no Theatro José de Alencar acontecrá o espetáculo CABARÉ DA DAMA - NOITE DO KARAOKÊ. No primeiro momento o público terá uma noite descontraida podendo escolher várias músicas e mostrar seu talento entre um e outro show de transformistas. O melhor cantor da noite escolhido por uma banca de jurados e pelo voto popular leva prêmio em aqüé (dinheiro). Para encerrar temos o solo UMA FLOR DE DAMA.
No escurinho do teatro
Três espetáculos para retratar a realidade humana em condições marginalizadas, fazer pensar. A arte cênica dá espaço para temas e pessoas por vezes discriminadas na Mostra de Teatro Despudorado, aberta amanhã (1º), no Centro Cultural Banco do Nordeste
Isabel Costa - especial para O POVO 31/08/2010 02:00
Travestis, nudez, prostituição, traição. Estes personagens e temas serão escancarados para esculpir a diversidade humana em diferentes facetas. Assim começa, a partir de amanhã (1º), a Mostra de Teatro Despudorado do Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB). A realidade e a ficção encontram-se no palco para mostrar angústias, luta pela sobrevivência e marginalização.
Para abrir a sequência de peças o Grupo Parque de Teatro vai apresentar Engenharia Erótica. Uma pesquisa de oito anos resultou na montagem que explora o universo dos transformistas no Estado do Ceará. “O espetáculo é um teatro documentário onde a gente expõe a vida de 200 tipos de travestis e transformistas”, disse o diretor e ator Silvério Pereira. Além do tempo realizando estudos, Silvero Pereira utilizou o livro Engenharia Erótica – Travestis no Rio de Janeiro, de 2006, como inspiração para constituir a montagem.
Quatro personagens fazem girar o enredo do espetáculo. Todos estão presentes em outros trabalhos da companhia Parque de Teatro. São resgatados, mas não para repetirem-se, e, sim, para serem inseridas em situações diferentes. Por vezes, é feita uma comparação entre a figura do travesti e o clown (palhaço). “Ele não é um personagem, ele é arquétipo. Ele não é criado pelo ator, ele existe dentro do ator. A gente parte da mesma filosofia do clown para o ator e o travesti”, diz.
Dando continuidade, o público poderá ver Abajur Lilás. A ideia surgiu em 1999 quando o diretor Edson Cândido estava em São Paulo. As relações de poder são exploradas através da figura central de Gino. Em um prostíbulo, ele explora três mulheres e finca uma figura de ditador. Leninha, Célia e Dilma vivem em um circulo de dominador e dominante, fuga e consolo. Quando uma delas quebra um abajur a estrutura tão consolidada sofre as primeiras rachaduras e são desencadeados conflitos que, aos poucos, desembocam numa tragédia.
“Abajur Lilás, como qualquer outro trabalho, fala do ser humano marginalizado, porém humano”, destaca o diretor Edson Cândido. O coletivo fez uma pesquisa de um ano em prostíbulos de Fortaleza e na Praça José de Alencar. Entretanto, nem tudo o que foi visto neste período faz parte da peça. “No espetáculo, a gente não coloca todas as imagens que nós vimos, por que eram coisas muito fortes. A gente deu uma amenizada, mas mesmo com essa amenizada ainda choca. A vida da prostituta é muito difícil, mas são seres humanos”, pontua o diretor.
Para a Mostra de Teatro Despudorado, a trupe agregou novos atores dentro da proposta já consolidada. O realismo de uma ferida aberta surge para fazer os expectadores refletirem sobre a condição humana encontrada mesmo nos espaços e profissões mais discriminados. Abajur Lilás também entra em diálogo com a rua. Catadores de material reciclável e vendedores ambulantes entram o jogo para incrementar.
Fechando a programação o público verá Nudez sem castigo, do Grupo Centauro. Inspirado no texto de Nelson Rodrigues Toda Nudez será Castigada, o grupo desenvolveu uma textualidade composta de fragmentos em que a relação do casal principal se destaca, transformando-se numa investigação cênica sobre as relações humanas.
SERVIÇO
MOSTRA DE TEATRO DESPUDORADO – a programação especial acontece no Centro Cultural Banco do Nordeste (Rua Floriano Peixoto - 941, Centro), a partir de amanhã (1º). Classificação indicativa de 18 anos para os três espetáculos. Será exigido documento de identificação (RG, CNH ou carteira profissional) no momento da entrega do ingresso. Informações: 3464.3108. Entrada gratuita. Marcadores: Clipping
Neste dia 07 de agosto (Sábado) às 22H acontece , dentro da programação do VI Festival de Teatro de Fortaleza, o espetáculo CABARÉ DA DAMA. A apersentação será gratuita e para um público limitado em 160 lugares, portanto, melhor chegar cedo e garantir ingresso.
CABARÉ DA DAMA é o segundo trabalho da trilogia tetral do ator e diretor Silvero Pereira em sua pesquisa sobre o Universo das Travestis. O primeiro é o solo UMA FLOR DE DAMA, e o terceiro é o recente trabalho ENGENHARIA ERÓTICA - FÁBRICA DE TRAVESTIS que retorna aos palcos no mês de Setembro de 2010, dias 01 e 08, no Centro Cultural Banco do Nordeste na programaçao da Mostra Despudorada de Teatro.
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Cabaré da Dama
Em entrevista para o site: http://debandeira.com.br/?p=1302
Por Caroline Avendaño (carolavendano@gmail.com) e Denise Barbosa (denise.cr@hotmail.com)
Imagine uma combinação trágica entre sonhos e violência, glamour e dor, carência afetiva e sexualidade exacerbada: esse é o mundo das travestis. Uma mescla de antagonismos, realidades, conceitos e sentimentos. Amadas por alguns ao cair da noite na cidade e repugnadas por todos no surgir da aurora. Toda a complexidade do ser homem e ser mulher. Ser travesti, nas palavras de Vanessa, “não é querer ser mulher… É mais do que uma mulher… É mais bonito que uma mulher, é melhor que uma mulher!” (trecho extraído do livro Engenharia Erótica: travestis no Rio de Janeiro, de Hugo Denizar, Editora Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 1997). A travesti nunca é um ou o outro, ela tem a capacidade da dualidade do ser. Ou seja, ser travesti não é fácil, sua história é trágica desde o seu princípio: das dúvidas à afirmação, preconceitos na escola, expurgação do seio familiar, início na prostituição, convivência com a violência das ruas, transformações dolorosas no corpo, desassistência do poder público e preconceito por todos os lados: essa é a trajetória, ou como prefere falar o teatrólogo Silvero Pereira, é a condição de vida de grande parte das travestis. Silvero prefere esse termo em oposição à história de vida: “Quando você a vê (a travesti) na rua, se prostituindo, não imagina a história que levou àquilo, você julga pelo momento, pela condição atual. Mas, na realidade, o que a levou a isso? A gente tem a mania de julgar pelo que a gente vê, mas aquela não é a história que ela quis para a sua vida, e sim uma condição à qual ela foi submetida, na maioria dos casos (…) a minha intenção é que as pessoas vejam as travestis pelo que elas viveram e não pela condição que ela está naquele momento.”
A travesti nas artes
Pesquisador sobre o universo das travesti já há oito anos, há seis Silvero realiza espetáculos mostrando esse universo na tentativa de quebrar preconceitos, trazer mais aceitação e compreensão das famílias que convivem com a realidade da homossexualidade. O espetáculo mais recente “Engenharia Erótica: Fábrica de Travestis” é uma versão mais comercial dos produzidos anteriormente. Diretor e ator na peça, Silvero afirma que sofreu preconceitos até mesmo dentro da classe artística. Segundo ele, a pressão deu-se por vários motivos: o primeiro, pela própria temática em si; o segundo ocorreu pela errônea idéia de que todo homem que faz teatro é gay e realizando-se um espetáculo com show de transformismo e sobre travestis, só reforçaria esse pré-conceito.
A série de produções iniciada em 2004 com a esquete “Uma Flor de Dama” baseado no conto de Fernando Abreu, Dama da Noite, possuía um público de, no máximo, 15 a 20 pessoas. Seguido do “Cabaré da Dama” e a partir da participação e reconhecimento em vários festivais da área, como o IX Festival do Recife de Teatro Nacional e o prêmio de melhor ator no XIII Festival Nacional de Teatro de Guaramiranga, os espetáculos passaram a ter maior aceitação do público. Prova desse sucesso foi a última produção da série, a peça Engenharia Erótica, que teve a derradeira apresentação no dia 24 de junho, contando com cerca de 150 pessoas por sessão, em oito apresentações, levando-se em consideração também o alto valor do ingresso para a realidade cearense (20 reais) e a maior heterogeneidade de público: casais heterossexuais, senhores e senhoras de idade, além dos jovens, público cativo das outras versões.
A travesti na cidade
Apesar da falta de dados oficiais, considera-se que existem, no Brasil, cerca de 20 a 30 mil travestis (dados do Grupo Gay da Bahia) e, em Fortaleza, cerca de 600, segundo a Associação dos Travestis do Ceará. A maioria vive da prostituição, mas existem exemplos como o de Luma Andrade, que é considerada pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (AGBLT) como a primeira travesti do país com doutorado, este em Educação pela Universidade Federal do Ceará. Apesar do preconceito que sofreu para ensinar nas escolas, Luma hoje é servidora concursada do Estado, na Secretaria da Educação, e coordena 28 escolas em 13 municípios do interior do Ceará. Temos ainda Andrea Rosati, assessora especial para políticas públicas LGBTT da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social – STDS e Lena Oxa, apresentadora do programa Tribos GLS da TV Diário. É fato: grande parte das travestis parte para a prostituição (e todas as outras são estigmatizadas por isso) a partir da não aceitação de sua sexualidade no núcleo familiar.
Apesar de alguns exemplos de visibilidade das travestis em outras áreas da sociedade, a população só enxerga o que está mais próximo a si: a prostituição nas ruas da cidade, como na avenida José Bastos, Abolição ou na BR-116, próximo a Messejana. Por essas condições de vida, calcula-se que a travesti é mais vulnerável em relação às outras homossexualidades, como gays e lésbicas: é cerca de 260 vezes mais vítima de arma de fogo na rua e muitos destes crimes são cometidos com requintes de crueldade, incluindo tortura e espancamento, ou seja, são crimes de ódio (informações do Grupo Gay da Bahia).
O preconceito e as dificuldades surgem também no acesso a locais e serviços públicos: são discriminadas no atendimento em bancos, escolas e postos de saúde. Neste último, os atendimentos são geralmente marcados no período da manhã, quando as travestis estão dormindo, após a jornada de trabalho noturna. Atitudes simples podem aliviar essa agressão, a começar pela utilização do nome social, que é o nome feminino adotado a partir da transformação da travesti ou permitindo a utilização dos banheiros femininos nesses locais. Inclusive em alguns estados (SC, PR, SP, RJ, BA, AL, PB, PA e GO) as travestis já podem ter seus nomes sociais utilizados em documentos escolares como chamadas, cadernetas, históricos e certificados. O serviço de saúde é ainda mais necessário para este público, pois as travestis, durante o seu percurso em busca das formas femininas, realiza, por meio das “bombadeiras” – travesti que transforma o corpo das suas clientes – uma série de injeções de silicone industrial, imprópria para o organismo humano, num rito de passagem dramático e doloroso, trazendo uma série de riscos à sua saúde. No documentário “Bombadeiras” (2007), Luis Carlos de Alencar desvenda esse universo simbólico de morte e renascimento, revelando como se dá a construção da identidade de gênero da travesti. O vídeo está disponível para visualização online no endereço eletrônico vimeo.com/6653323.
Políticas públicas para travestis
O município de Fortaleza conta com uma Coordenadoria da Diversidade Sexual, parte da Secretaria de Direitos Humanos. O órgão existe desde 2005 e tem como principal função gerir políticas públicas de enfrentamento ao preconceito e à discriminação por orientação sexual. Estão entre as ações da coordenadoria projetos que lutam contra a homofobia e a favor de melhorias nas áreas de saúde, lazer e esporte para o segmento. Em janeiro deste ano, outra importante conquista dos grupos LGBTT a nível municipal foi a permissão para que travestis e transexuais utilizem, em documentos oficiais, o nome social ao lado do nome de registro.
Conheça outras organizações que trabalham em defesa dos direitos das travestis: Associação das Travestis do Ceará – Atrac: (85) 3254-3645 e Grupo de Resistência Asa Branca – Grab: (85) 3253-6197.
Uma Fábrica de Travestis
O espetáculo Engenharia Erótica: Fábrica de Travestis conta a história de quatro travestis: Deydianne Piaf, Yasmin Shyrran, Verónica Valenttino e Gisele Almodóvar. Juntas, elas compartilham com o público os seus sonhos, desavenças e experiências na passarela da vida: as ruas de Fortaleza. Tendo como referência o livro Engenharia Erótica: Travestis no Rio de Janeiro, do fotógrafo e psicanalista Hugo Denizart, a peça retrata o modo de vida das travestis cearenses para além dos estereótipos e preconceitos.
Conheça algumas palavras do mundo travestido:
Dar linda – Fazer sexo de modo passivo, porém muito prazeroso
Fazer carão – Fazer pose
Fazer pista – Sair para fazer programa na rua
Gravação – Sexo oral
Pêssega – Pessoa não muito provida de esperteza
Pireli – Enchimento, geralmente feito de espuma, com o intuito de replicar as formas femininas
Racha – Mulher
Tia – Aids, bicha vivida.
Truque – A acrobacia feita por travestis, transformistas, drags ou caricatas para esconder o pênis.
(Extraído do folheto da peça)
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