Turnê de Sucesso

09:14 / comentários (1)

foto tirada durante apresentação no BNB de Sousa(PB)

Nossa turnê foi um sucesso estrondoso. Agradecemos imensamente as cidades por onde passamos (Sousa, Crato, Iguatu e Juazeiro) onde nessas apresentações contabilizamos um público de 3.254 pessoas num total de 10 dias e com 9 apresentações. Estamos muito felizes com a repercussão e esperamos pder retornar a estas cidades o mais breve possível. Grato ao BNB de Sousa, BNB de Juazeiro, SESC Crato, SESC Juazeiro e SESC Iguatu.

em TURNÊ pelo Ceará

07:28 / comentários (3)


Este mês, Março de 2011, entramos em Turnê.
Segue nossa Agenda:

dia 20 - apresentação de ENGENHARIA ERÓTICA no CCBNB de Sousa (PB) às 23h

dia 21 - aprsentação de ENGENHARIA ERÓTICA no SESC Crato às 20h

dia 22 - palestra TRAVESTIS - TEATRO E REALIDADE às 14h  e ENGENHARIA ERÓTICA às 20h no CCBNB Juazeiro

dia 26 - apresentação de ENGENHARIA ERÓTICA no SESC Iguatu às 21h

dia 27 - apresentação do solo UMA FLOR DE DAMA às 20h no SESC Juazeiro

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Travetis Barradas em Boites no Ceará

07:02 / comentários (1)


foto Sara Maia
no Jornal O POVO não deixe de ler os comentários sobre a matéria, clique aqui.

Ao som de Beyoncé, o ator Bernardo Vitor quis curtir a noite vestido de mulher. A boate Órbita, na Praia de Iracema, barrou a brincadeira. Uma semana depois do ocorrido, O POVO reproduziu a cena e comprovou: nas baladas de Fortaleza, a diversidade sexual segue alvo de intolerância e estranhamento

Sábado à noite, passa das 23 horas. Na porta do Complexo Armazém, no entorno do Centro Dragão do Mar, o segurança pede que Gisele espere por uma outra funcionária antes de comprar o ingresso. Gisele é Silvero Pereira. O ator, que pesquisa o universo das travestis e já desenvolveu várias peças sobre o tema, aceitou o convite do O POVO e saiu “montado” para testar algumas baladas da Cidade no quesito tolerância.

Uma semana antes - mais exatamente na sexta-feira, dia 11 - Bernardo Vitor, 25, também ator e parceiro de Pereira em suas montagens, foi barrado na entrada do Órbita Bar, vizinho do Armazém. Era noite de tributo a Beyoncé e Bernardo saiu para curtir produzido: foi vestido de mulher. O segurança impediu sua entrada porque a foto do documento apresentado na entrada não correspondia à imagem de Bernardo naquele momento.

“Expliquei que não era daquele jeito 24 horas. Nunca ouvi essa desculpa em lugar nenhum. Para mim, é preconceito disfarçado”, diz Bernardo. Uma semana depois, na porta do Armazém, o episódio voltou a se repetir. A travesti Gisele Almodóvar, personagem de Silvero Pereira, foi barrada sem rodeios. “A casa só aceita homem vestido de homem e mulher vestida de mulher”. Gisele pediu para falar com alguém da gerência. Não conseguiu. A reportagem teve mais sucesso, mas obteve da direção resposta semelhante. “Nossa casa é heterossexual, não é GLS. Não impedimos que mulheres que gostam de mulheres e homens que gostam de homens entrem, contanto que estejam vestidos de acordo com seu sexo e que não se beijem ou se abracem”, explicou Cláudia, gerente, que não quis dizer o sobrenome.

“A travesti sofre muito preconceito. O estereótipo da prostituição é muito forte. As pessoas julgam a condição de vida dela, mas não avaliam o histórico de vida, o que as instituições – a Igreja, a família, a escola – fizeram para ela estar na rua”, lamenta Silvero. Mas o saldo da noite de sábado foi positivo. Gisele entrou tranquilamente no Amici’s, também no entorno do Dragão do Mar.

Chamou a atenção, porque afinal não dá para aquele mulherão passar despercebido, mas sambou e curtiu sem ninguém atrapalhar. Teve até uma mulher que chegou para sambar junto, fez elogios e criticou o preconceito. Mais tarde, Gisele também entrou sem problemas no Kukukaya. Lá, os olhares de reprovação a acompanharam o tempo todo. O ambiente era mais hostil. “O público aqui é diferente, tem muita senhora, esse povo não está acostumado mesmo”, ponderou a Gisele de Silvero.

Naquela noite, o Órbita estava fechado, mas a proprietária da casa, Patrícia Carvalhedo, garante que desde o episódio com Bernardo, a portaria está flexibilizando o pedido de documentação para travestis. De acordo com Patrícia, o Órbita tem uma política rigorosa de checagem de documentos para evitar a entrada de menores de idade.

“Fui procurar o Grupo de Resistência Asa Branca (Grab) logo depois e eles me orientaram assim. Seria a forma menos intolerante de tratar o assunto. É uma questão muito delicada. Garanto que Bernardo não foi barrado por sua orientação sexual, foi um problema de bilheteria”, diz Patrícia, que tinha hora marcada ontem no Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, ligado à Coordenadoria da Diversidade Sexual da Prefeitura.

“Isso nos pegou de surpresa. É um assunto que está mais em voga porque estamos às vésperas da aprovação da lei que criminaliza a homofobia e temos transexuais na mídia. Temos que conversar mais para saber lidar com essas situações”, considera Patrícia. Bernardo, por exemplo, registrou um Boletim de Ocorrência na terça-feira depois do incidente, mas ainda não sabe se vai levar adiante um processo. “Muita gente se cala. Eu fico com vontade de fazer alguma coisa. Não é para aparecer, até porque é uma situação constrangedora, mas para que não aconteça de novo”, pontua o ator. Como no sábado seguinte, quando Gisele foi barrada no Armazém.


BATE-PRONTO
O POVO - Um estabelecimento privado pode barrar um travesti?

Fernando Férrer - De maneira nenhuma. Não pode existir nenhum tipo de preconceito ou discriminação que ofenda sua origem, raça, sexo, cor, idade ou qualquer outra forma de discriminação.

OP - A direção do Órbita alega que não barrou Bernardo por estar vestido como uma mulher, mas, sim, porque a foto do RG não correspondia à imagem dele no momento. Isso é válido no caso de uma travesti?

Férrer - De forma alguma ele pode ser barrado por isso. É um ato discriminatório.

OP - Como deve proceder a travesti que passar por um constrangimento semelhante?

Férrer - O fundamental é ter como provar o crime de discriminação, aí se procura um advogado. Caso contrário, o risco de insucesso é grande. Ter testemunhas que possam comprovar a discriminação é muito importante. O Boletim de Ocorrência em si não prova nada. É interessante abrir um procedimento na hora. A Polícia tem obrigação legal de ir ao local do fato, apurar o crime. Fazer um BO dias depois não funciona.

Fernando Férrer. Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE).

Mariana Toniatti

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Engenharia Erótica abre programação teatral (Fortaleza)

08:25 / comentários (3)

Engenharia Erótica - Fábrica de Travestis entra em cartaz em 2011 já no início da semana. São duas apresentações nos dias 04 e 05 de Janeiro de 2011 às 20h no Theatro José de Alencar em grande estilo, pois será apresentado na platéia da sala principal e não no palco, como de costume. Na ocasição também será exibido a segunda parte do Curta Metragem "GLOSSário - 2ª Lição" do diretor Fabinho Vieira. O espetáculo terá ´público limitado em 80 pessoas com ingressos no valor de R$ 10 (meia) e R$20 (inteira)

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Nova Matéria sobre UMA FLOR DE DAMA

09:13 / comentários (0)

                                         http://arteseculturajornaldomunicipio.blogspot.com/

TEATRO: Uma Flor Silverana
Silvero Pereira  (foto ao lado) tem 26 anos de vida, 12 de teatro e há seis percorre o Ceará com o monólogo ‘Uma Flor de Dama’. O ator está entre os de mais sucesso no panorama artístico do Estado.
Inspirado no conto “Dama da Noite” de Caio Fernando de Abreu, o monologo que aborda a temática travesti que raramente é falada nos palcos cearenses.

“Ao ler o conto, percebi na forma que Caio escreve, apesar de ser um conto, a sua forma de escrever parece feita para teatro, parece uma dramaturgia”, afirma Silvero.
A primeira apresentação de “Uma Flor de Dama” foi em março de 2002 e oito anos depois Gisele Almodóvar, personagem de Silvero na peça, já contabiliza um total de 288 apresentações no monólogo.

Para a construção de sua personagem, Silvero, além de se apropriar das histórias de travestis conhecidas, também foi um quando em experimentação se travestiu e foi para as ruas conhecer de perto esse mundo da noite e do erotismo. Conhecendo o que elas têm a dizer de passado e presente de sofrimento e vida quando não estão fazendo esses papéis.

“Eu me vi com a necessidade de me travesti, sair com elas travestido para sentir na pele como era, pra ver como é que as pessoas reagem. Agora era diferente o ângulo, não era eu observando com elas reagem com os travestis, mas como elas reagem comigo sendo travesti e isso foi primordial para a construção do personagem”.

O monologo é apresentado como se a personagem estivesse num bar dialogando com um garoto o qual escuta seus desabafos e que parece realmente existir e estar lá, só que invisível contracenando com Silvero, debatendo temáticas diversas como religião, morte, pedofília, abuso, preconceito, família, AIDS, sorte, amor...

A peça, desde seu inicio, não só se apresentou só em teatros, mas também em bares e até mesmo na rua. Atualmente o formato intitulado por “Cabaré da Dama” se caracteriza por durante duas horas seguidas ocorrerem apresentações de performances travesti, brincadeiras e concursos onde ao final o monologo é apresentado.

Essa relação travesti, noite, erotismo, preconceito e sociedade é metaforizada nas falas de espetáculo onde o travesti compara o que é ditado como normal pela sociedade como sendo uma roda gigante que gira excluindo o que é considerado feio e anormal por essa sociedade.

“Como se eu não tivesse por fora desse movimento da vida, que vai rodando, girando, feito roda gigante com todo mundo dentro menos eu. Eu sempre fico de fora, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam assim quando giram nessa roda gigante. Você tem que ter uma senha, um passe, um código, aí o cara deixa você entrar, sentar e rodar na roda como todo mundo, menos eu, eu sempre fico de fora, parada, babaca, pateta, ridícula, com a cara cheia, louca de vontade de tá lá rodando com todo mundo naquela roda idiota ... A roda faz isso com que tá fora dela”.

Com uma linguagem popular, a montagem levanta questionamentos e reflexões para a sociedade contemporânea injusta e mostra argumentações convincentes, no próprio texto da peça, que mudam a forma de pensar de quem assiste ao monólogo que é interativo, engraçado, trágico com um final admirável e história comovente onde  Silvero, em seu personagem, expõe os medos, aflições, pensamentos, desejos, anseios de um travesti que tem em comum com travestis da vida real, o sofrimento e a exclusão social

E sempre ao final , O Ator-diretor explica que o espetáculo não é uma defesa da temática travesti, mas sim uma defesa da aceitação por parte da sociedade diante das escolhas alheias, seja religiosa, sexual, time de futebol ou “diabo a quatro”, como diria Almodóvar.

Mas mesmo com a dificuldade de atrair público ao Teatro que não é algo disseminado na sociedade como cultural, assim como é hoje em dia a Televisão, esse tempo todo em cartaz não ensinou a Silvero somente a conhecer e aprender com a arte teatral, mas também sobreviver dela.

É o que reafirma Izabel Gurgel, atual diretora do Theatro José de Alencar quando diz que “Silvero participa dessa nova geração da produção da cena cearense de um modo muito vigoroso, de um modo muito especial, ele é um trabalhador da cultura na melhor acepção da expressão. Por quê? Por que ele tem muito claro na vida dele, no desempenho dele como artista de que ele é um trabalhador e que ele precisa viver do trabalho que ele realiza”.











Por Rogério Maia

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Festival Parque de Teatro - 07 a 12/dez/2010

18:17 / comentários (0)

ENGENHARIA ERÓTICA - FÁBRICA DE TRAVESTIS  volta aos palcos de Fortaleza no próximo dia 09 de Dezembro dentro do Festival Parque de Teatro - 10 anos de Ação Social e Cultural (Mostra Repertório). É a oportunidade de curtir os espetáculo do GRUPO PARQUE DE TEATRO gratuitamente a começar por UMA FLOR DE DAMA no dia 07. Todos os espetáculos são às 20h no teatro SESC Iracema. A mostra também conta com o Grupo convidado TEATRO EM PELÍCULA que apresenta dois trabalhos (O ADORÁVEL e QUANDO AS GALINHAS GEMEM)

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Cabaré da Dama (karaokê) e Engenharia Erótica - 22h, TJA

04:26 / comentários (0)

Neste dia 08 de Outubro às 22h no Theatro José de Alencar acontecrá o espetáculo CABARÉ DA DAMA - NOITE DO KARAOKÊ. No primeiro momento o público terá uma noite descontraida podendo escolher várias músicas e mostrar seu talento entre um e outro show de transformistas. O melhor cantor da noite escolhido por uma banca de jurados e pelo voto popular leva prêmio em aqüé (dinheiro). Para encerrar temos o solo UMA FLOR DE DAMA.

No dia 09 de Outubro, também às 22h no Theatro José de Alencar, é a vez de ENGENHARIA ERÓTICA - FÁBRICA DE TRAVESTIS. Para ambos os ingressos são limitados e custam R$ 20(inteira) e R$ 10 (meia), os antecipados estão com 50% de desconto na Cantina do Muriçoca (Cantina do Theatro).

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